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MISTÉRIO DO CARVÃO ATIVADO

  • PROCESSOS DE ATIVAÇÃO
    PORQUE É IMPORTANTE O PROCESSO DE ACTIVAÇÃO?

    As características específicas dos distintos tipos de carvões ativados dependem principalmente de:

    • A matéria prima
    • O processo de ativação utilizado

    É importante mencionar que una mesma matéria prima que seja ativada por processos distintos, dará como resultado carvões com propriedades diferentes.

    O QUE É O PROCESSO DE ATIVAÇÃO?

    O processo de ativação consiste basicamente em reordenar os átomos de carbono em anéis tipo benzeno para conseguir uma estrutura cristalina retícular similar à do grafite, em outras palavras, a ativação consiste em "multiplicar" a quantidade de poros de um carvão dando como resultado uma estrutura extremadamente porosa de grande área superficial disponível para realizar o processo de adsorção de impurezas que provocam odor, color ou sabor indesejável.


    QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS PROCESSOS DE ATIVAÇÃO?

    Existem basicamente dois processos através dos quais se realizam a ativação:

    • Processo Físico
    • Processo Químico
    PROCESSO FÍSICO

    A ativação física consiste em oxidar a matéria prima a altas temperaturas na presença de um agente oxidante, usualmente vapor de agua. Devido a reação ser endotérmica é necesario gerar uma temperatura constante, normalmente e dependendo da mateéia prima, esta é de 800 a 1000 °C

    PROCESSO QUÍMICO

    A ativação química baseia-se na desidratação da matéria prima, mediante substâncias químicas e a uma temperatura média (400 a 600 °C), esta depende da substância química utilizada para ativar o carvão.

    Os agentes químicos normalmente utilizados são o ácido fosfórico, o cloreto de zinco e o ácido sulfúrico.

    CLARIMEX, dispõe de carvões ativados por meio de ambos processos e a partir de diferentes matérias primas para uma extensa gama de aplicações.

  • CLASIFICAÇÃO DO CARVÃO ATIVADO

    Em termos gerais os carvões ativados se classificam-se em dois grandes grupos:

    • Carvões para purificação em FASE LÍQUIDA
    • Carvões para purificação em FASE GASOSA

    As propriedades mais importantes para considerar ao selecionar um carvão são o diâmetro dos poros e as características dos mesmos. Os poros de um carvão ativado classificam-se em três, de acordo ao seu tamanho:

    • Microporos
    • Mesoporos (poros médios)
    • Macroporos

    Os microporos são poros com um raio de 20 A°(armstrongs) ou menos e são os que mais área proporcionam. São uteis para adsorber moléculas muito pequenas, que geralmente se encontram presentes nas purificações de gases.

    Os mesoporos estão na faixa de 20- 500 A°(armstrongs) e ainda que sua contribuição para a área total é menor que dos microporos, seu tamanho permite adsorber moléculas grandes que geralmente estão presentes na purificação de líquidos.

    Os macroporos quase não contribuem para a área total de um carvão, porém sua importância consiste em que atuam como vias de acesso aos poros médios e microporos, afetando a velocidade de Difusão das impurezas no carvão.

    A área total e o tamanho dos poros não são fáceis de medir, em consequência se utilizam de alguns índices como:

    • O índice de iodo
    • O índice de melaço
    • O índice de azul de metileno
    • O índice de tetracloreto de carbono
    • O índice de butano

    Estes índices nos dão uma Idea de que tão fácil se adsorben as moléculas de distintos tamanhos, assim podem nos dar uma idea do tipo de poros que tem um carvão.

    Normalmente é difícil que um carvão tenha poros de um só tamanho, o que tem é uma determinada distribuição.

    Quando a média tende para os microporos se diz que o carvão é de "fase gasosa"; no caso de tender para os macroporos, o carvão será para "fase líquida".

  • PURIFICAÇÃO EM FASE LÍQUIDA

    A adsorção com carvão em FASE LÍQUIDA é útil para remover compostos orgânicos que causam cor, odor e sabor indesejáveis. Esta técnica é na maioria dos casos, a opção mais sensível e econômica comparada com outras técnicas, por exemplo: destilação, cristalização, etc. Ainda que a maior parte dos compostos que o carvão ativado adsorve são de natureza orgânica, existem algumas importantes exceções inorgânicas.A adsorção na FASE LÍQUIDA é resultado de dois fenômenos:

    • Adsorção Física: devido as forças de Van Der Waals.
    • Adsorção Química: devido a formação de ligações químicas.

    É importante mencionar que a adsorção em FASE LÍQUIDA é o resultado de um equilíbrio entre a adsorção e dessorção, em consequência, é um fenômeno complexo que pode ser influenciado por muitas variáveis.

    A EQUAÇÃO DE FREUNDLINCH

    Existe uma equação empírica que tem demonstrado ser útil para prever o comportamento do carvão ativado na maioria das aplicações na fase líquida:

    • X = quantidade de impureza adsorvida.
    • M = Dosagem de cavão.
    • C = Concentração residual da Impureza.
    • KC 1/n = Constantes.

    If we draw this equation in logarithm paper, we will get a straight line.

    Realizando o gráfico na função logarítmica com esta equação obteremos uma reta.

    Este gráfico é conhecido como Isoterma de Freundlich e é de muita utilidade ao avaliar o comportamento de um carvão ativado para determinada aplicação e encontrar a dosagem adequada.

    É importante comentar, que se graficarmos para uma determinada aplicação os dados de dosagem de carvão vs a porcentagem de impureza removida, obteremos um gráfico similar a este:

    Um carvão ativado normalmente adsorve entre um 10% a 60% de seu peso em impurezas. Na FASE LÍQUIDA é comum que a impureza a ser removida seja uma mistura de compostos, e raramente se conhece sua composição exata.

    Por isto, a realização das Isotermas tem uma grande importância. É importante reforçar que devido a isto também, a Isoterma será somente aplicada as condições as quais se realizou, e ao mudar qualquer uma destas condições, a Isoterma pode mudar significativamente.

    Therefore, producing isotherms is highly important. The isotherm will only apply to the same conditions under which it was produced, and by changing any one of the variables, the isotherm may change significantly.

    Para que um composto seja adsorvido pelo carvão ativado suas moléculas devem penetrar nos poros do carvão, e devido a isto, os poros do carvão devem ter um diâmetro maior que o das moléculas da Impureza.

    Observa-se que na FASE LÍQUIDA a maioria das impurezas são moléculas médias e grandes que por sua vez requer de carvões com uma grande quantidade de poros médios.

    Ao ser a adsorção um processo de equilíbrio, qualquer impureza que tenha afinidade com o produto em que está presente, dificultará a adsorção.

    Por exemplo:

    Um contaminante altamente solúvel no meio em que se encontra será más difícil de adsorver que um de solubilidade mediana ou baixa.

    No processo de adsorção um dos passos normalmente mais críticos é o da difusão das impurezas a serem removida na superfície externa do carvão, por esta razão, qualquer variável que afete a difusão, pode também afetar a adsorção.

    VARIÁVEIS QUE AFETAM A ADSORÇÃO NA FASE LÍQUIDA

    Em termos gerais as variáveis mais importantes que afetam a adsorção são:

    Temperatura

    Uma maior temperatura geralmente permite chegar ao equilíbrio mais rapidamente, porém pode-se conseguir uma menor quantidade de impureza adsorvida. Isto quer dizer que se o tempo não fosse Importante, se poderia obter uma maior adsorção a menor temperatura; o que raramente ocorre na prática, a nível industrial, porque aumentar a temperatura (quando é possível) normalmente é benéfico.

    pH

    Muitos compostos que provocam cor, variam sua estrutura e sua cor ao variar o pH. Na maioria dos casos a clarificação a pH mais baixo é mais eficiente por 2 razões:

    • Os compostos que geram cor, normalmente tem uma alta dependência com o pH, sendo mais baixo a pH menor.
    • Possivelmente a adsorção é mais eficiente a pH mais baixo.

    Quando se tem certeza do comportamento, é melhor não modificar o pH e buscar um carvão ativado com pH próximo ao processo.

    Tamanho de partícula do carvão

    Como já se comentou, a área do carvão é interna e em consequência o tamanho da partícula não tem efeito sobre a capacidade adsortiva do carvão. E sim, tem efeito sobre a velocidade para alcançar o equilíbrio.

    Por exemplo: Em uma aplicación determinada provavelmente requere-se várias horas de contato usando carvão granular, para obter o mesmo resultado que se teria usando carvão pulverizado e 30 minutos de contato. As desvantagens de uma menor partícula são:

    • No caso de carvões granulares: Maior perda de pressão.
    • No caso de carvões pulverizados: Menor Filtrabilidade.
    Pureza de um carvão: Cinzas

    As cinzas são compostos inorgânicos presentes na matéria prima da qual se utilizou para preparar o carvão ativado e que não se volatilizaram durante a ativação.

    O conteúdo de cinzas pode associar com a qualidade de um carvão; com certeza, isto não é de todo certo, já que na realidade o importante é a parte das cinzas que são solúveis no produto que está sendo purificado.

    Em muitas aplicações as cinzas não são importantes; porém existem alguns processos nos quais a presença de compostos inorgânicos, por exemplo cálcio, magnésio, ferro, etc., poden ocasionar alguma reação indesejável.

    UTILIZAÇÃO DO CARVÃO ATIVADO EM FASE LÍQUIDA

    Em aplicações em FASE LÍQUIDA existem duas formas de utilizar o carvão ativado:

  • Usando carvão ativado granular
  • Usando carvão ativado pulverizado
  • Ambos carvões possuem características específicas que fazem ser mais ou menos convenientes para um caso específico. A seleção de um deles, leva consigo a seleção da forma a ser aplicado.

    CARVÃO GRANULAR

    Como foi mencionado, a única diferença entre um carvão granular e um pulverizado é o tamanho da partícula.

    Como consequência, o tempo necessário para obter o mesmo resultado é muito maior com carvão granular, mesmo que se utilize sempre em una coluna através da qual passa-se o líquido. Este tipo de operação é recomendado em processos contínuos com uma qualidade estável do licor a purificar e grandes fluxos. Tem a vantagem de que o carvão pode-se regenerar e em consequência os consumos são menores; porém, o investimento necessário é alto e nem sempre justifica. A operação em coluna tem o mesmo princípio que o duplo contato em contracorrente, na realidade poderia considerar um contato de múltiplas etapas. Entre o licor de entrada e o de saída existe uma diferença de concentração de impurezas y o carvão da entrada vai se saturando más rapidamente que o de saída.

    No início da operação existe um ponto dentro da coluna no qual a concentração de impureza é igual a da saída. Esta zona se conhece como zona de transferência de massa (ZTM). O restante do carvão se mantém virgem. Conforme transcorre a operação parte do carvão vai se saturando e a zona de transferência de massa vai se deslocando para mais perto do ponto de saída. Finalmente chega um momento em que o ZTM alcança a saída. Um instante depois, a concentração de impurezas do licor de saída começará a aumentar e se considera que a coluna está saturada.

    O tempo que demora à acontecer a saturação depende de vários fatores:

    • Fluxo de licor (um maior fluxo maior é a ZTM)
    • Tamanho de partícula do carvão; o carvão menor dá uma longitude de ZTM menor, porém, a perda de pressão será maior.
    • Temperatura; devido a diminuição da viscosidade, um aumento na temperatura normalmente diminui a altura da ZTM.
    • Características do carvão utilizado (tamanho dos poros) e do produto que se está purificando (coeficiente de difusão).

    É importante reforçar que a capacidade de um Carvão Granular é a mesma que a de um Pulverizado, portanto, a forma de determinar a facilidade de adsorer uma determinada impureza é moer o carvão e fazendo em laboratório Isotermas de Freundlich.

    Para obter os parâmetros de desenho de uma coluna (diâmetro, altura de carvão, fluxo. etc.) é necessário efetuar testes piloto. Uma forma simples de realizar estas testes é usando várias colunas em série de 3 ½ " a 4" de diâmetro.

    De maneira geral, podemos dizer que a relação de altura de carvão entre o diâmetro das colunas varia entre 2 a 1; e 5 a 1 e o fluxo medido como o número de volume da cama de liquido que passa pelo carvão em uma hora (VCH) oscila entre:

    • Descoloração 0.2- 0.6
    • Desodorização 1.0-2.0
    • Tratamento 1.0- 4.0

    Existem duas variáveis de sistema para carvão granular:

    • Sistema de leito móvel.
    • Sistema de leito fixo.
    SISTEMA DE LEITO MÓVEL

    No sistema de leito móvel, o licor flui na forma ascendente e periodicamente se extrai da coluna uma porção do carvão, a qual é substituída por carvão virgem ou regenerado pela parte superior da coluna.

    Este sistema é mais eficiente e proporciona uma operação contínua, porém tem algumas desvantagens, por exemplo:

    O licor deve estar livre de qualquer sólido suspenso, já que em caso contrário a cama de carvão atuará como filtro ocasionando pressurização.

    O fluxo deve ser estritamente controlado já que em caso de ocorrer variações importantes, a cama de carvão poderá fluidizar e o licor arrastar carvão.

    SISTEMA DE LEITO FIXO

    Neste sistema o fluxo é descendente, o carvão vai se esgotando vagarosamente de cima para baixo e quando a concentração na saída é maior que a máxima permitida, a coluna é retirada de operação e o carvão é regenerado completamente. Este sistema é menos eficiente já que quando se retira de operação a coluna, parte do carvão ainda tem um certo grau de atividade, porém tem a vantagem de ser mais versátil já que se o licor chegará com sólidos suspensos que ficaram grudados na cama de carvão, suspende-se a operação e se retrolava sem nenhum problema.

    Além de que se o fluxo aumentar consideravelmente não apresentará nenhum problema. Uma variação deste sistema para torna-lo mais eficiente e aproveitar melhor o carvão consiste em usar duas colunas em série, quando a primeira coluna se esgota a No.2 se converte em 1 e uma coluna recém regenerada entra al sistema como 2ª coluna.

    Nos sistemas de leito fixo é necessário deixar sempre um espaço equivalente al 40-50% da altura do carvão como espaço livre e disponível para retrolavar a cama de carvão. Ao retrolavar deve usar um fluxo tal que permita expandir a cama entre um 20% e um 30%.

    CARVÕES PULVERIZADOS

    Quando se utiliza carvão em pó, este, é adicionado ao produto a purificar em um tanque com suficiente agitação para manter uma suspensão homogênea, depois de dar um tempo de contato adequado, o carvão é removido por sedimentação ou filtração.

    Neste último caso é recomendável o uso de um filtro ajuda, para obter uma filtração mais eficiente. Se possível, é recomendável ter um tanque pequeno no qual se prepare uma suspensão do carvão ativado (com água ou com um líquido limpo) e se permita que o pó se umecte-se perfeitamente.

    Esta suspensão é posteriormente adicionada ao tanque de tratamento.

    A operação com carvão pulverizado tem a vantagem de ser mais versátil, já que pode mudar a dosagem de acordo com a qualidade de líquido que esta purificando, diminuindo assim as variações do processo.

    Além do mais, o equipamento que necessita é muito sensível e convencional, e o investimento necessário não é tão alto.

    A variação de dosagem pode ser determinado usando as isotermas de Freundlich descritas anteriormente. Em termos gerais podemos dizer que a dosagem de carvão, na maioria das aplicações é menor que 2%.

    Em algumas ocasiões a Isoterma para uma aplicação mostra uma dependência muito alta, o que quer dizer que para alcançar altos níveis de purificação necessita de altas dosagens de carvão ativado. Em estes casos uma opção para melhorar o aproveitamento do carvão e reduzir a dosagem é fazer um duplo contato a contracorrente. Este processo consiste em dar um primeiro tratamento com carvão ativado "usado uma vez". O licor obtido é novamente tratado, porém agora com um carvão virgem. O licor final será de uma maior qualidade que o obtido com um contato.

    O carvão que se coleta desta segunda filtração é precisamente o que se volta a usar no primeiro tratamento.

    O resultado do duplo contato é uma economia importante de carvão, esta economia pode chegar a níveis de 50% ou mais. Porém, antes de tomar uma decisão tem que ter em mente que se necessita de mais um equipamento e mão de obra. Uma aproximação ao duplo contato, consiste em separar um filtro dos usados para filtrar o licor com carvão, e no lugar de tirar a torta e lavar, usá-lo para recircular o licor sem tratar, antes de enviar-lo aos tanques de tratamento com carvão. Este duplo contato ainda que não seja tão eficiente como o anterior, tem a vantagem de não requerer equipamento adicional.

  • PURIFICAÇÃO EM FASE GASOSA

    Os carvões ativados para aplicações em FASE GASOSA são usados em grande escala, na purificação de ar, purificação de gases de processo, recuperação de solventes, proteção ambiental e como catalisador.

    A natureza e concentração do contaminante, junto com as condições específicas do processo determinam qual tipo de carvão deve ser utilizado, geralmente devido ao tamanho das moléculas dos vapores serem relativamente pequenos, se requer o uso de carvões microscópicos. Em algumas aplicações, a atividade do carvão é melhorada impregnando o mesmo com agentes catalíticos ou adsortivos.

    A adsorção em fase gasosa, ocorre pela condensação do vapor, como resultado da interação entre a superfície do carvão e o vapor, sendo esta uma reação exotérmica.

    O processo de adsorção em fase gás, podem ser descritas por equações empíricas especiais tais como a Teoria BET ou as equações de DUBININ.

    A equação de DUBININ relaciona a capacidade de adsorção em equilíbrio para um certo tipo de carvão a uma determinada temperatura, com a concentração de vapor existente na corrente de gás que requer ser purificada.

    Os parâmetros mais importantes de que dependem o bom desempenho dos carvões ativados em fase gás são:

    1.- Concentração do adsorbato

    Somente quando a corrente de vapor a tratar esteja completamente saturada, todos os poros do carvão se encherem com o adsorbato. Quanto mais baixa seja a concentração de adsorbato, somente os microporos mais pequenos possuem a energia de adsorção suficiente para adsorvê-lo.

    2.- Temperatura de adsorção

    Em termos gerais a maior temperatura se reduz a capacidade de adsorção devido a:

    a. Nível de energia

    A maior temperatura se aumenta o nível de energia, o adsorbato requer de maior nível de energia para se manter em estado líquido, o que influi de maneira direta no equilíbrio de adsorção.

    b. Pressão de vapor saturado

    A maior temperatura se aumenta a pressão de vapor, por isto que é mais difícil manter o adsorbato no estado líquido.

    c. Densidade do adsorbato

    A densidade do adsorbato diminui ao aumentar a temperatura.

    3.- Natureza do adsorbato

    Quanto mais complexa seja a mistura de adsorbato a tratar com maior facilidade será adsorvida.

    4.- Ponto de ebulição do adsorbato

    Quanto mais alto é o ponto de ebulição do adsorbato, necessita-se de um carvão com maior nível de ativação.

    5.- Umidade relativa do carvão

    Uma alta umidade relativa direciona a um alto conteúdo de umidade no carvão o que inibe fortemente sua capacidade de adsorção.

    Variáveis de um sistema de fase gás
    Condições de Processo Características do Carvão
    Fluxo Capacidade adsortiva, área superficial interna e distribuição do tamnho de poros
    Composição, natureza e concentração do contaminante Tamanho da partícula, diâmetro, comprimento e tamanho da malha
    Temperatura Perda de pressão
    Pressão Dureza, se recomenda o uso de carvão estruzados
    Umidade relativa

    As aplicações para fase gasosa podem dividir-se em vários grupos:

    1. Purificação de gases de processo

    O carvão ativado é particularmente efetivo para adsorver impurezas presentes em concentrações de ppm a estes níveis normalmente qualquer outra técnica resulta mais cara. O carvão ativado pode adsorver quase qualquer contaminante orgânico.

    As impurezas com temperatura de ebulição mais alta, são mais facilmente absorvíveis com carvão ativado, se a impureza tem um ponto de ebulição baixo, é possível usar algum carvão Impregnado para melhorar a eficiência.

    Alguns exemplos deste tipo de aplicação são:

    • Remoção de contaminantes ácidos como: SO2, NO2, HCI, HF, Cl2
    • Remoção de compostos sulfurosos tais como: H2S, mercaptanas e outros presentes em correntes de:
    • CO2, H2, CH4 y N2

    • Eliminação de resíduos de óleo lubrificante presentes no ar ou gases comprimidos.
    • Remoção de traços de vapores de mercúrio presentes em combustíveis gasosos.
    • Em todas estas aplicações normalmente alguns segundos são suficientes para conseguir a adsorção.

    2. Purificação de ar

    O carvão ativado normalmente é o meio mais eficiente para controlar as emissões perigosas ou de mal odor de uma variedade de processos industriais, principalmente quando o contaminante esta presente em una concentração máxima de centenas de ppm.

    Igual que o caso anterior, enquanto mais alto seja o ponto de ebulição da impureza, mais eficiente será a adsorção.

    Dependendo da eficiência de remoção desejada, o tempo de contato necessário poderá ser de fração de segundo. Os fluxos de ar oscilam entre 0.05 e 0.4 m/segundo um valor comum é de 0.25 m/segundo.

    3. Recuperação de solventes.

    Em muitos processos industriais que utilizam solventes orgânicos ocoreem perdas por evaporação dos mesmos. O uso de sistemas com carvão ativado permite sua recuperação a um custo que em muitos casos resulta menor que o custo do solvente recuperado; estes sistemas consistem de duas etapas:

    • 1) Em uma primera etapa, a corrente de gás e solvente passam através de uma coluna de carvão. o carvão adsorve os vapores até saturar.
    • 2) Em uma segunda etapa, o adsorvedor sai da operação e se submete a um processo de "desorção" para o qual se passa a través da coluna de carvão uma corrente de vapor de baixa pressão ou um gás inerte a quente. Uma vez completado o ciclo de "desorção" o adsorvedor volta a entrar em operação. Por sua vez, o solvente é recuperado dos condensados ou do gás inerte por alguma técnica de separação apropriada.

    Neste tipo de aplicações é recomendável utilizar uma temperatura mais baixa possível (menos de 50 °C) e que a umidade relativa do ar seja menor a 70% (quanto mais baixa melhor).

    Neste tipo de aplicações é recomendável utilizar uma temperatura mais baixa possível (menos de 50 °C) e que a umidade relativa do ar seja menor a 70% (quanto mais baixa melhor).

    O tempo de contato normalmente oscila entre 2 e 4 segundos e a altura de carvão entre 50 e 150 cm.

    4. Outras.

    Existem algumas outras aplicações de carvão ativado em fase gasosa entre as que se destacam:

    • Máscaras industriais e respiradores como proteção contra gases tóxicos.
    • Máscaras para uso militar.
    • Como catalisador ou suporte de catalisador, por exemplo no processo "MEROX" de adoçamento de gasolinas.

    Em todos os casos anteriores, recomenda-se o uso de carvões ativados granulares ou peletizados que proporcionem uma alta dureza y um adequado comportamento de fluxo e perda de pressão.

    Os carvões para FASE GASOSA se caracterizam por terem uma grande quantidade de microporos.

    Como se comentou anteriormente, os fatores que afetam a longitude da zona de transferência de massa e perda de pressão na fase líquida, também se aplicam neste caso; existem alguns fatores adicionais que devem ser levados em consideração ao desenhar um sistema de fase gasosa, como a umidade relativa. Nestes casos é conveniente realizar avaliações aos níveis de testes piloto e consultar ao especialista da CLARIMEX.

  • Desde os tempos remotos os egípcios descobriram que o carvão de madeira poderia ser utilizado para purificar outros produtos e inclusive usar para fins medicinais. Na atualidade, o carvão ativado é utilizado para remover cor, odor e sabor de uma infinidade de produtos, os quais podemos encontrar em aplicações simples como em filtros de refrigerador até sistemas industriais complexos, modernas plantas de tratamento de águas e efluentes ou delicados sistemas de elaboração de antibióticos.

    O QUE FAZ DO CARVÃO ATIVADO UM MATERIAL TÃO VERSÁTIL?

    É conveniente analisar primeiro como ocorre o processo de adsorção, para então compreender melhor como é que o carvão ativado realiza sua função.

    A adsorção é um processo onde os átomos da superfície de um sólido, atrai y retém moléculas de outros compostos. Estas forças de atração são conhecidas como “Forças de Van Der Waals”. Por ser um fenômeno que ocorre na superfície, quanto maior a área superficial disponível tenha um sólido, melhor adsorvente poderá ser. O carvão ativado é um produto que possui uma estrutura cristalina reticular similar a do grafite; é extremamente poroso y pode chegar a desenvolver áreas superficiais da ordem de 1,800 metros quadrados ou mais por grama de carvão.

    Todos os átomos de carvão na superfície de um cristal são capazes de atrair moléculas de compostos que causam cor, odor e/ou sabor indesejáveis; a diferença com um carvão ativado consiste na quantidade de átomos na superfície disponíveis para realizar a adsorção. Em outras palavras, a ativação de qualquer carvão consiste em “multiplicar” a área superficial criando uma estrutura porosa. É importante mencionar que a área superficial do carvão ativado é interna. Para dar uma idea mais clara da grandeza, imaginemos um grama de carvão em pedaço, o qual moeremos bem fino para aumentar a sua superfície, como resultado obteremos uma área aproximada de 3 a 4 metros quadrados, e, ao ativar o carvão obteremos multiplicar de 200 a 450 vezes este valor.

    Quando se deseja remover uma impureza orgânica que causa cor, odor e sabor indesejáveis, normalmente a adsorção com carvão ativado pode ser a técnica mais econômica e simples.



     

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